quarta-feira, julho 25, 2007

entre os carros as flores selvagens

As prostitutas espalham-se glamourosas entre os carros, vê-se apenas meia silhueta, cabelos compridos com postiços, saltos altos, saias muito minis, barrigas e rabos bem salientes de pretas de musseque. Ali estão na rua dos hotéis mais caros de Luanda, onde os bisnessmen abundam, quase sempre sós ou com colegas de ocasião, sem alegrias de maior a não ser os cifrões, as lagostas e o cada vez maior horizonte de investimento.
Que palavras trocarão os negociantes com as putas? Como é a abordagem comercial? Regateiam o preço?
- Faz-me um servicinho.
As putas ali estão em altas horas da noite, sempre alerta. Não sei como se organizam mas conseguem detectar a proximidade dos polícias com um faro apurado. Assim que avistam ao fundo a carrinha de caixa aberta com aqueles homens sinistros de azul-escuro cor de noite e espingardas ameaçadoras desaparecem em três segundos. Recolhem-se agachadas dentro de uma entrada que deve ser guarida destes sustos.
Que pensarão elas nestes momentos de esconderijo?
O polícia chega e diz:
- Faz-me um servicinho.

1 comentário:

daren disse...

eu à porta do paulu's perguntei se queriam vir a uma festa. pediram-me boleia para casa. só que não tinhamos lagosta (nem do zaire). alguém me sabe explicar, por que razão, havendo lagosta no miami, no caribe, no chill out, no cais, e - se tornam as p(rostit)utas, ainda, mais caras?