terça-feira, julho 25, 2006

Da Madragoa ao Bairro Alto

Para o André


Da Madragoa ao Bairro Alto fui surpreendida pela voz de um grande amigo que avisava o quão importante pode ser escutar a esperança, mais do que a lucidez. Recordo todos os dias esta frase tão justa quanto sensata que me dá alento nas horas pesadas e que torna os meus dias mais simples e bons de saborear.

2 comentários:

André Dias disse...

Na verdade, essa de escutar a esperança, mais do que a lucidez, não nasceu em mim. Fez apenas passagem, oferecida por outra mão amiga, exasperada com o meu cepticismo. Cadeia que prova o quanto as pessoas nos vivem, ocupam, desenham, mais que tudo o resto. Aí nos encontramos...

Embora haja madrugadas em que uma esperança esgotada pode apenas dar lugar a uma lucidez cruel e amarga. Algo que nos possa remeter a uma espécie de morte em vida, morte daquilo que somos, inviável, em prol de outra maneira. Que nos convença simplesmente de que não temos direito à existência assim de cabeça levantada, mesmo com o mais pequeno dos nomes. Então – perguntamo-nos – quanto tempo resistiremos a este assombro, antes de se entornar o nosso copo e quebrarmos definitivamente a espinha já tão curvada? Tantos antes de nós se viram obrigados a fazê-lo. Foi a sua luta, neste pleno massacre quotidiano paralelo às guerras distantes.

Galdéria disse...

e um martini ao fim do dia ja ia...