quarta-feira, março 09, 2011

regresso a Lisboa

Subo ao Largo do Carmo, 30 e tal anos depois do 25 de Abril. Velhos queixam-se da solidão, triste é muito triste é demasiado triste, range o Sergio Godinho. Um persistente guitarrista oferece música brasileira às figuras das esplanadas. Anima um pouco o ambiente ali com o quartel do Carmo a guardar, já não tão convictamente, a memória da revolução.

Encontro uma amiga num café cheio de pessoas calmas, como se pede a quem permanece num lugar cool, com revistas de opinião, de cultura urbana e cartazes do Delicatessen e Ladrão de Bicicletas, combinando com o ambiente sonoro Fox Trot.

- Então, como é voltar a Lisboa? – pergunta-me entusiasmada.

- É como pôr uma pendrive no computador, ele reconhece automaticamente o disco. É fácil, esta cidade é fácil, mas está cheia de névoa, não conseguimos ver.

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